Minha história com as cortinas começou por volta dos 18 anos, no Eldorado, onde eu morava na Rua Felisberta.
Naquela época, vendia cortinas para uma senhora que trabalhava com enxovais. Eu vendia bem. Gostava daquilo. Até que uma ideia começou a martelar:
“Se eu consigo vender tão bem, por que não trabalhar para mim mesma?”
Foi aí que tudo começou.
As primeiras cortinas
Passei a produzir minhas próprias cortinas e persianas. Naquele tempo, as coisas eram outras. Existiam os famosos painéis — tecidos mais encorpados, com madeira em cima e embaixo. Quem é da época sabe exatamente do que estou falando.
Eu sempre gostei de conversar, conhecer gente, criar vínculos. Sem perceber, fui descobrindo que relacionamento também era uma das minhas maiores ferramentas de trabalho. Uma pessoa comprava. Indicava outra. E outra. Quando percebi, as encomendas já chegavam sozinhas.
Eu tinha uma cortina romântica, cheia de babados, que achava maravilhosa. Levei para uma costureira, pedi o molde e fui aprender. Aprendi. E comecei a vender. Vendi tanto que parecia que aquela cortina tinha criado pernas e saía andando sozinha pela cidade.
Assim fui crescendo. Novas costureiras, novas técnicas, novos modelos. Encontrar mão de obra terceirizada de qualidade não era fácil. Mas eu sempre fui insistente. Talvez até demais.
Gostava especialmente de vender cortinas com chalé. Para mim, era uma das coisas mais lindas que existiam. Até hoje, ainda tenho um carinho enorme por elas.
Companheiros de um sonho
Nessa caminhada, João Eudes — na época, meu namorado — trabalhava na Fiat. Quando saiu de lá, começou a fazer as instalações comigo. Além de companheiros de vida, nos tornamos sócios de um sonho. Construímos a história juntos.
O mercado mudou. Vieram novas tecnologias, novos tecidos, novos mecanismos, novas tendências. E eu fui aprendendo tudo o que podia.
Continuar
Até que, em 2008, a vida nos colocou diante de uma dor que jamais imaginávamos. Perdi meu esposo, João Eudes. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Mas a vida, às vezes, nos obriga a continuar mesmo quando o coração pede para parar. E eu continuei.
Meu filho, Rafael, tinha apenas 13 anos quando começou a me acompanhar nas instalações. No começo, era só um menino ao lado da mãe. Depois observou. Depois aprendeu. Sem que eu percebesse, aquele menino passou a carregar uma parte daquilo que eu havia construído.
O tempo passou. Aquele menino cresceu. Em 2025, Rafael assumiu a frente da empresa. Hoje, quando olho para ele, sinto orgulho, emoção e aquela sensação:
“Meu Deus… aquele menino que ia comigo nas instalações agora está tomando conta de tudo isso.”
É aí que eu percebo que nada foi em vão.
O que acreditamos
Empreender nunca foi um caminho fácil. E hoje enfrentamos uma luta que, às vezes, parece até piada: o mercado quer vender cortina sob medida pelo preço de uma toalha de mesa. De repente, o que deveria ser acabamento, projeto, qualidade e luxo virou disputa de quem cobra menos.
Nós decidimos não entrar nessa corrida. Se a única coisa que importa é preço, talvez a Lusmar Cortinas não seja a empresa certa.
Acreditamos em cortina sob medida. Em qualidade. Em acabamento. Em bom gosto. Em projeto. E, principalmente, em entregar algo que faça o cliente olhar para a própria casa e pensar: “era exatamente isso que eu queria.”
Nunca enxergamos uma cortina como um pedaço de tecido na janela. Uma cortina transforma o ambiente. Muda a luz. Muda a sensação. Muda o acabamento. Muitas vezes, transforma a casa inteira.
Fé, família e o que fica
Mas existe algo ainda maior por trás de tudo isso: Deus. Foi Ele quem esteve conosco nos momentos bons e, principalmente, nos que pareciam impossíveis. Foi Ele quem colocou pessoas boas no nosso caminho. Foi Ele quem permitiu que muitos clientes deixassem de ser apenas clientes e se tornassem amigos, parceiros e, em muitos casos, parte da nossa família.
Eu, Lusmar, e meu filho, Rafael, não fazemos cortinas apenas por dinheiro. O dinheiro é consequência. Fazemos porque temos paixão: de vender, de criar, de transformar ambientes, de ver o olhar do cliente quando a instalação termina. Paixão de continuar uma história que começou quando uma jovem de 18 anos decidiu acreditar que poderia construir algo próprio.
Hoje olho para trás e vejo mais do que uma empresa. Vejo uma vida de trabalho. Perdas e conquistas. Lágrimas e sorrisos. Meu filho crescendo dentro dessa história. Um sonho que começou pequeno e nunca deixou de crescer.
A Lusmar Cortinas é uma empresa de duas gerações. Uma mãe. Um filho. Uma história. Uma paixão. E, acima de tudo, uma fé.
Não estamos apenas vendendo cortinas. Estamos deixando um pedaço da nossa história dentro da casa de cada cliente.
Que Deus permita que essa história continue crescendo — com qualidade, com honestidade, com clientes bons, daqueles que chegam como clientes e acabam virando família. E sempre com Deus à frente.
Se chegamos até aqui, não foi apenas porque vendemos muitas cortinas. Foi porque nunca deixamos de acreditar. E enquanto existir paixão pelo que fazemos, respeito pelo nosso trabalho e Deus guiando os nossos passos, ainda teremos muitas janelas para vestir e muitas histórias para contar.
Lusmar Cortinas. Mais do que uma empresa: uma história de família, paixão, trabalho e fé.
Lusmar